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Defesa Civil de Gaza registra seis mortes em ataques de Israel, entre elas a de um comandante do Hamas


A Defesa Civil de Gaza informou que ataques israelenses, nesta terça-feira (29), mataram ao menos seis pessoas, entre elas um comandante do Hamas, confirmando uma informação divulgada pelo Exército israelense.

A Defesa Civil, que atua como força de resgate sob a autoridade do Hamas, afirmou que Izz al Din al Beik morreu em um ataque israelense a oeste da Cidade de Gaza, junto com outro homem.

O movimento palestino o descreveu em comunicado como “membro do Conselho Militar Geral das Brigadas al Qasam (braço armado do Hamas) e comandante da Brigada Norte”.

Ao anunciar a morte de Beik, as Brigadas al Qasam disseram que ele havia sido um dos comandantes na sala de operações do ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza.

O Exército israelense confirmou que Beik comandava a brigada norte do Hamas em Gaza e afirmou que ele havia dirigido integrantes do movimento palestino na execução de ataques contra soldados e civis israelenses.

Ele foi “eliminado em um ataque aéreo preciso”, afirmou o Exército.

A Defesa Civil informou ainda que três pessoas morreram e várias ficaram feridas em dois ataques de drones israelenses na região de Jabaliya, no norte da Faixa de Gaza, e que uma pessoa morreu após disparos israelenses em Deir al Balah, no centro do território.

Consultado pela AFP, o Exército israelense disse que forneceria posteriormente mais detalhes sobre alguns dos alvos.

A guerra em Gaza foi desencadeada pelo ataque do Hamas contra Israel em 2023, que matou 1.221 pessoas, segundo uma contagem da AFP baseada em dados oficiais israelenses.

A ampla ofensiva israelense em resposta deixou a maior parte de Gaza em ruínas e matou mais de 74.000 pessoas, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, subordinado ao Hamas e cujos números são considerados confiáveis pelas Nações Unidas.

As forças israelenses mataram mais de 1.400 pessoas desde o anúncio de um cessar-fogo, em outubro passado, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.

O Exército israelense registrou cinco mortes entre seus integrantes no mesmo período, além da morte de um prestador de serviços civil.

AFP



Jornal de Brasilia

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