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Análise: Abstenção preocupa campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro


Na véspera do primeiro turno das eleições, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) concentram esforços em estratégias distintas, mas com uma preocupação em comum: a abstenção eleitoral. O fenômeno, que já foi determinante em pleitos anteriores, ameaça influenciar novamente o resultado das urnas.

Segundo a analista de política Larissa Rodrigues, dois grupos específicos de eleitores concentram a atenção de ambas as campanhas: os jovens entre 16 e 18 anos e os idosos acima de 70 anos, ambos com voto facultativo.

“Há dois detalhes que preocupam as duas campanhas, que são a ausência do eleitor que é obrigado a votar, mas que, desanimado, às vezes viaja e justifica, e, principalmente, aquele eleitor que não é obrigado a votar, mas que pode votar”, explicou Larissa durante o CNN Agora deste sábado (3).

Preocupações das campanhas

A campanha do PT demonstra preocupação especial com o eleitorado mais velho. De acordo com as pesquisas e informações apuradas junto à própria campanha, Lula tende a ir melhor nessa faixa etária, o que torna estratégica a mobilização de eleitores acima de 70 anos.

Larissa mencionou que o foco nesta parcela do eleitorado se manifesta quando Lula explora o tema do INSS: “A gente lembra que recentemente o governo colocou fim aos que eles chamam de ‘fila do INSS’, além de toda a investigação envolvendo o escândalo do INSS, do qual Lula tenta se afastar.”

Do lado da campanha de Flávio Bolsonaro, a preocupação vai além do primeiro turno. Segundo informações apuradas pela jornalista, a equipe já projeta um cenário em que Tarcísio de Freitas (Republicanos) vença a disputa pelo governo de São Paulo já no primeiro turno.

“Há a preocupação na campanha de Flávio de que o eleitor que tenha votado em Tarcísio desanime e não compareça ao segundo turno para votar só em Flávio”, afirmou Larissa.

Histórico de abstenção

O temor das campanhas tem respaldo nos dados históricos. Na última eleição presidencial, em 2022, cerca de 20% do eleitorado apto a votar acabou não comparecendo às urnas, o que resultou em uma diferença significativa em relação às intenções de voto registradas antes da votação.

“Há um temor de que esse número avance ainda mais agora em 2026”, concluiu Larissa.



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